 |
| detalhe dos primeiros metros da Estrada das Paineiras a partir da entrada do Cristo Redentor |
Amigos,
Véspera de Natal aqui no Rio de Janeiro tivemos um sol muito bonito.
Acordei cedo e segui pelo Centro da Cidade, resolvi então quando estava na Rua Gomes Freire ir para Santa Teresa.
 |
alguns detalhes marcantes de Santa Teresa: a Rua Aprazível, vista do Castelinho, Largo do Curvelo e
a vísão de boa parte da Cidade do Rio de Janeiro que é possível avistar de lá. |
O charmoso bairro incrustado num morro que separa o Centro, Glória, Catete, Catumbi e etc, com suas ruas estreitas não é mais o mesmo sem o simbalo do sininho do bonde. Como todos sabem ele saiu de circulação em agosto de 2011 quando tombou com vítimas fatais, pessoas feridas... e deixou toda cidade traumatizada. A rua em que está instalada a principal extensão de seus trilhos, Almirante Alexandrino, pareceu-me por isso triste e incompleta.
 |
| Cartaz mobilizando a comunidade em torno do acidente ocorrido em agosto de 2011 |
 |
| placa mantida no local do acidente... |
 |
não só lembranças ruins há na curva da Almirante Alexandrino, próximo a delegacia,
há também o ateliê do Getúlio ou Bonzolândia como ele diz |
 |
| a simplicidade característica das mensagens do artista Getúlio |
 |
| Getúlio é um sujeito bem calmo, uma mistura de Seu Gentileza que no lugar de pintar muros de viadutes com dizeres amistosos, faz briquedos com material reciclável e muitas pinturas lúdicas com cores primárias |
Segui toda a rua Almirante Alexandrinho, desde o Largo do Curvelo até o Silvestre, onde há o ponto final de ônibus, de lá fui ao Mirante do Dona Marta, havia muitos turistas, em sua maioria eram brasileiros. Todos deslumbrados com a bela e limpa paisagem que até nós, habituados a vê-la, apreciamos sem cansar...
 |
| o Mirante do Dona Marta e seus visitantes |
 |
| uma das vistas mais marcante do Mirante do Dona Marta |
 |
| flagrante comum do horário, avião preparando aterrisagem na pista do aeroporto Santos Dummont |
Havia muitas borboletas alaranjadas sobrevoando o mirante, tentei, gastei várias fotos e não consegui uma única boa, elas pareciam voar confusamente e não aterrizavam em nenhum ponto para uma boa foto.
 |
| no caminho ou mesmo nas Paineiras o Cristo Redentor deixa-se ver em vários ângulos |
Continuei subindo em direção a Estrada das Paineiras, acesso Cristo Redentor, lá vi a mesma cena de sempre, só que com novos atores. Antes o local estava pura e simplesmente entregue aos flanelhinhas, agora várias pessoas com camisas verdes do ICMbio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, órgão ambiental federal, ligado ao Ministério do Meio Ambiente tentavam controlar o enorme fluxo de carros e especialmente de vans que estava fazendo do abandonado Hotel Paineiras um terminal de estacionamento rodoviário de vans.
Por outro lado, se havia guardadores credênciados pela Prefeitura com talonários de estacionamento e as tais pessoas com camisas do ICMbio orientando o fluxo de veículos, não havia absolutamente ninguém na cancela que dá para a Estrada das Paineiras, para , por exemplo, impedir o acesso de veículos não autorizados na estrada, lá vi trafegar um carro da CEDAE, uma picape do ICMbio e um motociclista sem qualquer sinal que indicasse poder transitar por ali...
Propriamente na Estrada das Paineiras caminhei até muito próximo da primeira cachoeira, não segui adiante porque era por volta de 12:00 ou 13:00 horas do dia, o sol, a temperatura estava em seu extremo, mesmo assim pude tirar muitas fotos. Algumas até ficaram boas.
 |
| uma das enormes árvores que margeiam a Estrada das Paineiras |
 |
| a paisagem da Estrada das Paineiras é toda assim verde e rochosa |
 |
| detalhe das "janelas" que se abrem da Estrada das Paineiras |
 |
| Lagoa Rodrigo de Freitas e pista do Jockei à direita |
Nesse dia pude perceber que predominavam os ciclistas, haviam muitos indo, vindo e chegando, geralmente em grupos, alguns grandes de 5 ou mais pessoas. Fiquei ao abrigo do sol numa das subidas vendo-os passar, fotografando-os e lembrando quando há cerca de 20 anos atrás eu mesmo seguia por ali de bicicleta com amigos.
 |
| detalhe do ciclista pequenino à direita na tomada das folhas secas... |
 |
| muitos ciclistas no dia, uns sozinhos pedalando rapidinho |
 |
| ou velozes nas descidas |
 |
| cuidado com o quebra mola... |
 |
| e para não atrapalhar o namoro dos casais |
 |
| melhor mesmo bicicletar devagarinho com a namorada, assim ninguém se machuca... |
Subíamos pela rua Alice, cruzavamos a Estrada das Paineiras, descíamos pelo Alto da Boa Vista, Estrada das Canoas e, acredite, voltávamos pela Av. Niemayer, Leblon, Ipanema, Copacabana , Botafogo, Flamengo e Centro. Era um verdadeira maratona, terminávamos exautos. Equipamento ? Não possuíamos nenhum além das bicicletas, uma vez fui até de sunga e tênis e só! daí ganhei de um ciclista experiente que conheci o apelido de "foiceiro" era assim que chamavam aventureiros como nós sem qualquer equipamento de segurança. Vendo o pessoal passar equipados, uniformizados, com capacetes coloridos fiquei sozinho achando graça e agradecendo a Deus pela nossa sorte de "foiceiros" nenhum de nós nunca se acidentou.
Para encerrar não posso esquecer de dois episódios que aconteceram nessa caminhada. O primerio foi uma moça que me pediu para eu tirar um foto, pensei que era com a minha máquina e quando comecei a posicionar-me para fotografar, ela disse que queria uma foto com maquininha compacta dela. Tirei a foto como solicitou e fiquei com uma vontade imensa de pedir para ela deixar eu fotografá-la com a minha máquina ela e seu comportado cachorrinho, porém não tive coragem. Mal me despeço ouço um barulho estranho: a garota, coitada, caiu no chão, havia um desnível no alfato, uma tampa de boeiro mais baixa que a linha da pista, ela não viu e caiu. Ajudei-a a levantar, aparentemente não se machucou.
Depois quando voltava um ciclista me parou e perguntou se eu podia enviar a foto que eu havia tirado, na hora eu até pensei que elas seria inúteis porque um grande contraste de luz e sombra disputavam espaço no local em que ele descia com a esposa de bicleta. Foi o Mario, recebi seu email no domingo e já mandei a foto, espero que ele tenha apreciado.
 |
| alguns detalhes da vegetação |
Esse é o grande problema de quem fotografa jornalisticamente, quer dizer, fora de estúdio, sem modelos, procurando flagrantes do cotidiano, as pessoas que fotografamos na maioria das vezes nunca sabem, nunca recebem as fotos. Porque não temos no meio da multidão, nas circunstâncias específicas como procurá-las, dar um cartão, ou coisas do tipo, tiramos a foto e pronto vamos para o computador tratar a imagem...
Quem muito afortunamente comentou essa questão foi meu amigo Fabio Ribeiro Corrêa em seu blog: "Tem fotos que eu gostaria tanto de dividir com os fotografados e sua família. Sinto banzo da hora inexistente deste encontro entre retrato e retratado..." http://fabio85mm.blogspot.com/2011/12/menina-flor-1.html
0 comentários:
Postar um comentário