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| as figueiras do Largo do Machado |
Amigos,
Ainda não havia fotografado este ano porque não conseguia encontrar no meio da multidão os meus personagens. Só que hoje tive sorte ... e assim continuo meu olhar sobre essa cidade que é tão bela e contraditoriamente por isso é ao mesmo tempo tão banal.
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| sob suas copas, transeuntes apressados ou brincadeiras de bicicleta |
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| figueiras do Largo do Machado |
Pela milésima vez fotografei no Largo do Machado, detive-me em algumas das figueiras-india (ficus microcarpa). Como se vê nas fotografias, são árvores imensas e lindas com o tronco cheio de torções de raízes multiformes.
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| olhe bem para esses troncos e veras inúmeras figuras |
Amigos Interessante é que muita gente acha que tanto as palmeiras como as figueiras do Largo do Machado são idéias do paisagista Roberto Burle Marx, aliás, eu mesmo pensava assim, até que ao ler um interessante artigo de Eloisa Santos publicado na Revista Ambiente n. 25, São Paulo, 2008, descobri que na verdade quando Burle Marx remodelou o Largo em 1954, quase cem anos antes, ou maiis exatamente, em 1872, elas já estavam lá por iniciativa de Auguste Marie François Glaziou, diretor de Parques e Jardins da Casa Imperial.
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| figueira do Largo do Machado |
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| figueira do Largo do Machado |
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| figueira do Largo do Machado |
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| figueira do Largo do Machado |
Depois de fotografar as centenárias figueiras, passei captar as imagens dos ocupantes de suas sombras, uns senhores que jogavam cartas, tranquilos e alegres. Nas minhas fotos aqui na revelação na verdade achei que eles estavam mais que alegres, pareceram-me ternos, como um bonito senhor de barba grisalha e olhos claros que me lembrou um faquir indiano com sua serenidade, só que no lugar de fazer estrepolias como os indianos : caminhar sobre o fogo, encantar serpentes, jogava algum tipo de baralho.
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| tranquilo jogador de cartas do Largo do Machado |
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| um amistoso jogo à sombra das escolhas feitas em 1872 pelo paisagísta Auguste Glazeou |
Pensando no conjunto da situação me lembrei de Paulo Mendes da Rocha que certa vez, não sei onde, só tenho certeza de que ao se referir aos propósitos da arquitetura afirmou que "ela nasce do desejo dos homens de estarem juntos”, cá com meus botões, o Largo do Machado é uma evidência disso, e mais, naquele momento, os homens não estavam apenas juntos, estavam em paz uns com os outros.
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| mais uma tarde tranquila no Largo do Machado |
2 comentários:
Nilson,
achei lindas as fotos que você fez do Largo do Machado, passei dezenas de vezes nesse lugar e não reparei que era tão belo.
Um abraço do amigo Regis-Groairas
Prof,
Que supresa vê-lo por aqui!
Fico feliz que tenha gostado, sobretudo, venha acompanhando o Baião de Idéias,
Grande abraço a você e família,
Nilson Soares
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